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Página principal  >  Finanças pessoais  > Preço de pacotes de viagem não é ameaçado por medida para valorizar dólar Infomoney
Preço de pacotes de viagem não é ameaçado por medida para valorizar dólar
Sex, 30 Out, 13h37

SÃO PAULO - A taxação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) ao capital estrangeiro em renda fixa e variável não deve fazer com que o dólar se valorize e, assim, pacotes de viagem do final de ano para o exterior devem continuar mais em conta para os brasileiros.

De acordo com o diretor de Assuntos Internacionais da Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagem), Leonel Rossi, o impacto da taxação do IOF é praticamente nenhum para o turista brasileiro porque dificilmente o imposto vai impactar no dólar. "Não acreditamos que o dólar vai valorizar muito, porque a entrada de divisas é muita", disse Rossi.

Turismo

As tarifas de turismo já caíram por conta da crise econômica mundial e pelas promoções das companhias aéreas. Para se ter uma ideia, os preços das passagens aéreas caíram 12,35% até outubro, de acordo com o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Já os pacotes estão entre 15% e 20% mais baratos. É possível fazer uma viagem para o Nordeste, região preferida de metade dos paulistanos, segundo Rossi, por R$ 900 uma semana, o que inclui traslado, café-da-manhã, passagem aérea e um passeio.

"Com a crise e a gripe suína, as tarifas caíram bastante, mas o dólar aumentou. Agora, o dólar cai novamente, mas as tarifas não aumentam. É uma dupla vantagem para o turista, o dólar em baixa e as tarifas em baixa. Então, ficou muito bom para ir para fora, mas viajar para o Brasil também está bom", ponderou Rossi, dizendo que as vendas estão fortes paras as férias de verão.

Porém, de acordo com ele, é possível que a partir de 15 de dezembro os pacotes comecem a ter um reajuste, por conta das festas de final de ano, que costuma ser de 15% a 20%. Quem quer passar o Réveillon em um resort de luxo, por exemplo, chega a pagar 50% mais do que os preços praticados em outras épocas do ano.

Sobre os destinos que devem ser mais buscados neste ano no exterior, Rossi destacou Argentina, pela demanda reprimida pela gripe suína, Estados Unidos, por ser o país do dólar, que está mais barato, e a Europa.

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