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| Mudança no cálculo de energia geraria economia de 2% a.a. para o consumidor |
| Qua, 28 Out, 13h31 |
SÃO PAULO - A mudança na fórmula como é calculada a tarifa de energia elétrica poderia gerar uma economia de cerca de 2% ao ano para o consumidor, segundo cálculos do TCU (Tribunal de Contas da União).
Para o órgão, as tarifas de energia deveriam ser calculadas levando em consideração a demanda posterior e não 12 meses atrás como acontece atualmente.
O economista e especialista em energia elétrica, sócio-diretor da Indeco, empresa especializada em soluções de energia, água e esgoto, Otávio Santoro, concorda. "O melhor seria comparar com a base de consumidores dos 12 meses seguintes, visto que a demanda por consumo é crescente".
Cálculo
As tarifas de energia sofrem revisão anual, com base em diversos índices, como o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), as variações do dólar, o preço da energia em Itaipu, a produtividade da distribuidora, entre outros.
De acordo com Santoro a demanda por consumo de energia elétrica no Brasil cresce de 2% a 3% a mais do que o PIB (Produto Interno Bruto) por ano.
Apesar disso, atualmente, o reajuste da tarifa de conta de luz leva em consideração a base de consumidores de 12 meses passados, o que causa distorções e prejuízos como os denunciados há dez dias pelo jornal Folha de S.Paulo.
Segundo a publicação, o erro no cálculo da conta de luz teria gerado aos usuários prejuízo de cerca de R$ 7 bilhões, sendo R$ 1 bilhão ao ano desde 2002.
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