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Página principal  >  Finanças pessoais  > Famílias de baixa renda ainda não se beneficiam com Minha Casa, Minha Vida Infomoney
Famílias de baixa renda ainda não se beneficiam com Minha Casa, Minha Vida
Qua, 24 Jun, 09h17

SÃO PAULO - Com o objetivo de viabilizar a construção de 1 milhão de casas para as famílias com renda até 10 salários mínimos, o Governo Federal lançou em março desse ano o programa Minha Casa, Minha Vida. Porém, as famílias que ganham até três salários ainda não estão sendo beneficiadas. A afirmação é do presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), João Crestana.

"Ainda não há empreendimentos para quem está nessa faixa de renda, o que existe é projeto em andamento. Eu acredito que dentro de no máximo quatro meses já teremos esses imóveis sendo oferecidos para a população de baixa renda, mas, por enquanto, ainda não há", afirma.

O presidente ainda aconselha: "Os interessados em adquirir esses imóveis já podem se cadastrar na Caixa Econômica Federal, na CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e na Cohab (Companhia de Habitação Popular), para assim que esses empreendimentos estiverem disponíveis já serem avisados".

De 3 a 10 salários mínimos

Já para os brasileiros com renda entre 3 e 10 salários mínimos, adquirir um imóvel é mais fácil. "Para essas famílias, já há muita oferta de apartamentos que custam entre R$ 80 mil e R$ 130 mil, com subsídios que chegam a R$ 26 mil", conta.

Crestana explica ainda que, quando esses consumidores adquirem um imóvel, já se beneficiam com o subsídio, os juros entre 4,5% e 5,5% ao mês, a isenção do seguro, a redução dos custos cartoriais e o fundo garantidor, caso percam o emprego, facilidades incluídas no programa do Governo.

Cadastro positivo

O presidente comentou também a aprovação do cadastro positivo e afirmou que essa medida beneficia o consumidor que vai financiar um imóvel.

"O cadastro positivo é bom em vários países e, obviamente, será benéfico para os consumidores e para as entidades brasileiras que concedem crédito. Porém, não podemos acreditar que ele será a solução de todos os problemas relacionados ao crédito que o País enfrenta. Por isso eu defendo que um cadastro negativo, das pessoas que pagam mal, não pode ser abolido. É importante que a sociedade conheça quem é bom e quem é mau pagador, para que o crédito fique barato para os que têm boa vontade e interesse em pagar", finaliza Crestana.

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