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Página principal  >  Finanças pessoais  > No Brasil, livros ainda são caros para a baixa renda, aponta Ministério da Cultura Infomoney
No Brasil, livros ainda são caros para a baixa renda, aponta Ministério da Cultura
Seg, 23 Nov, 04h15

SÃO PAULO - "Livro no Brasil é caro, sobretudo para as classes C, D e E", afirmou na última semana o diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos. Para ele, a indústria editorial tem sua parcela de responsabilidade pelos baixos índices de leitura dos brasileiros.

Segundo Santos, um livro no País, mesmo com a desoneração tributária, custa em média R$ 25. Para o professor de Literatura Dilvanio Albuquerque, o desinteresse pela leitura é um problema cultural . "Moramos em um país em que os livros são caros e de difícil acesso", afirmou, de acordo com a Agência Brasil.

Segundo o levantamento "Retratos da Leitura", realizado pelo Instituto Pró-Livro, 71% dos entrevistados com renda familiar de até um salário mínimo não compram livros. Entre os que ganham até dois salários, o percentual dos que não compram cai para 57%.

Motivação

Segundo o levantamento, o gosto e o prazer pela leitura são o que estimula 44% dos entrevistados com renda superior a dez mínimos a comprar um livro. Nesse segmento da população, apenas 5% são considerados não leitores.

Na outra ponta, entre aqueles que recebem até um mínimo, 17% dos entrevistados compram um volume pelo prazer de ler.

Hábitos

A pesquisa ouviu 5.012 pessoas em 311 cidades em 2007. Naquele ano, 36,3 milhões de brasileiros compraram pelo menos um livro. De acordo com a pesquisa, apenas 21% do total dos entrevistados são considerados leitores.

Os leitores das classes A, B e C têm acesso ao livro por meio da compra, ao passo que aqueles que pertencem às classes D e E recorrem ao empréstimo. "O livro é pouco presente no imaginário do brasileiro", acredita Santos.

O levantamento constatou que no País existem 95 milhões de leitores, que leem em média 1,3 livro por ano. Considerando as obras didáticas e pedagógicas, essa média sobe para 4,7 livros por ano.

Para melhorar os índices, o diretor do Ministério afirmou, ainda segundo a Agência, que o Brasil precisa percorrer dois caminhos: ampliar o acesso ao livro e investir na formação de leitores.

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