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| Pagamento do 13º não deverá pressionar os preços, diz Mantega |
| Qua, 20 Ago, 15h55 |
"Temos mais produtos do que demanda, não vejo nenhum setor com falta de produtos", informa o ministro, acrescentando que, "além disso, podemos importar".
Por esse investimento das empresas na produção, bem como o acesso ao crédito e a possibilidade de os brasileiros conseguirem comprar casas e carros, o ministro acredita que, para combater a inflação, o governo vai interferir de forma mais moderada na economia.
Medidas
Neste ano, o governo anunciou o aumento de 3,8% para 4,3% no superávit primário - economia que o governo faz para honrar seus compromissos financeiros - e a taxa básica de juro foi elevada em um 1,75 ponto percentual pelo Copom (Comitê de Política Monetária).
Houve ainda reajuste do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para crédito às pessoas físicas e o compulsório para as operações de leasing, o que pode reduzir a expansão do crédito.
Mantega citou as medidas de desoneração, como redução da Cide (Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico) para gasolina e diesel, bem como de PIS/Cofins (Programa de Integração Social e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) para o pão e a farinha.
Inflação
A projeção do ministro, segundo a Agência Brasil, é que a economia cresça cerca de 5% tanto neste ano, como nos próximos. Ele lembrou que a inflação já apresenta redução "onde começou a subir", como no caso do petróleo, trigo, milho e arroz, por influência do mercado internacional.
Mantega ressaltou que a inflação no acumulado de 12 meses ainda está em alta, por conta de influência dos meses em que houve alta dos preços. "Daqui para frente, a inflação cairá todos os meses", afirma.
Segundo o ministro, o Brasil optou por um crescimento seguro da economia, ao contrário de outros países que alcançaram altas taxas de crescimento, mas que, agora, se deparam com gargalos, como falta de gasolina e de infra-estrutura.
O décimo terceiro
No dia 1° de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que antecipa a primeira parcela do 13º salário dos beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
São cerca de 21,45 milhões de pessoas que irão receber o pagamento na folha do oitavo mês do ano, depositada entre os cinco últimos dias úteis de agosto e os cinco primeiros de setembro.
SÃO PAULO - De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o pagamento do 13° salário neste segundo semestre, com recebimento antecipado pelos aposentados em agosto, não deverá pressionar os preços, pois a economia se preparou por meio de investimentos do setor produtivo.
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