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Página principal  >  Finanças pessoais  > Alta da Selic não deve diminuir fôlego do brasileiro pela compra de imóvel Infomoney
Alta da Selic não deve diminuir fôlego do brasileiro pela compra de imóvel
Sex, 25 Jul, 14h29

SÃO PAULO - O aumento na taxa básica de juros, promovido na quarta-feira (23) pelo Copom (Comitê de Política Monetária), para conter a inflação, não deve diminuir com intensidade o fôlego do brasileiro pela compra da casa própria, segundo afirmaram especialistas do setor.

Dentre os motivos apontados para isso, estão o fato de os juros praticados na venda de imóveis por financiamento serem tabelados, em alguns casos, além de a aquisição de imóvel ser feita a longo prazo, o que atenua o efeito dos juros mais altos.

Para o presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Paulo Safady Simão, não haverá forte redução na demanda por imóveis, com a Selic em alta. "Afeta o poder de compra do consumidor e pode reduzir a velocidade da venda de imóveis, que está em alta".

Previsão

De acordo com o presidente da CBIC, a pressão inflacionária deve diminuir nos próximos dois ou três trimestres e, com isso, o setor de construção civil irá crescer em torno de 6,5% a 7% este ano.

Acreditando na queda da inflação e da Selic no próximo ano, o diretor setorial de crédito imobiliário da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Osmar Roncolato Pinho, acredita que os aumentos da taxa básica de juros serão diluídos no longo prazo, uma vez que as operações de crédito têm duração de 25 a 30 anos, quando para a aquisição de imóveis.

Sobre a última variação da Selic, em 0,75 ponto percentual, ele disse à Agência Brasil que "não é comprometedora" para o setor.

Custos do crédito

Para o consultor técnico da vice-presidência de Governo da Caixa Econômica Federal, Teotonio Costa Rezende, a alta da Selic pode impactar indiretamente a TR (Taxa Referencial), usada nos financiamentos de imóveis, mas somente se "depois de um determinado tempo, persistirem as causas e as tendências de continuidade do aumento".

De acordo com ele, pode haver eventuais ajustes das taxas de juros, decorrentes da continuidade de alta da Selic, somente nas operações de crédito imobiliário da chamada faixa livre, ou seja, a parte excedente dos 52% do saldo da caderneta de poupança (operações do Sistema Financeiro de Habitação) ou em operações com recursos próprios do banco.

"No entanto, até mesmo em função da forte concorrência hoje existente, em termos de crédito imobiliário, salvo um grave descontrole da inflação e elevação drástica da taxa Selic, não se vislumbra significativa elevação na taxa de juros neste segmento".

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