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Passagens para a Austrália podem ficar mais baratas, e sua compra, mais fácil
Qui, 24 Jul, 17h00

SÃO PAULO - Passageiros que desejarem voar entre Brasil e Austrália poderão ter acesso a bilhetes mais baratos, além de maior facilidade para adquirí-los, e mais opções de vôos. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) negociou com o governo australiano o aumento do número de freqüências entre os dois países.

A expectativa da Anac é de que a ampliação da capacidade e a possibilidade de acordos de code share (cooperação que permite que uma companhia aérea transporte passageiros cujos bilhetes tenham sido emitidos por outra companhia) estimulem a concorrência entre as empresas, resultando na quada dos preços das passagens.

"A expectativa da Anac é de que a ampliação da capacidade e a possibilidade de code share incentivem o turismo e as relações comerciais entre os dois países, estimulando a concorrência e conseqüentemente a queda nos preços das passagens", disse o diretor da Anac, Ronaldo Seroa da Motta.

Mais benefícios

Atualmente, nenhuma companhia realiza vôos diretos nessa rota, porém, o acordo passou a permitir escalas em outros países - com exceção dos Estados Unidos - e parcerias comerciais das companhias brasileiras com as estrangeiras. Os acordos de code share podem incluir operações através do território norte-americano.

Estas medidas podem trazer ao consumidor o benefício de comprar passagens para a Austrália também em empresas aéreas nacionais, desde que elas tenham acordos de code share, mesmo que parte do trajeto seja feito em aeronaves de empresas australianas ou de outros países.

Aumento do comércio e do turismo

Segundo Motta, também é esperado que o turismo e o comércio entre os dois países sejam incentivados. O número de vôos mistos (carga e passageiros) de ida e volta, com o acordo, aumentou de sete para 14 por semana.

A freqüência de transporte exclusivamente de carga acresceu de três para sete vôos de ida e volta semanais, por companhias brasileiras ou de outros países.

A critério das companhias

A realização dos vôos dependerá do interesse e da estratégia comercial de cada companhia aérea, pois não é função da Anac impor rotas ou estabelecer tarifas, mas criar condições para o desenvolvimento do mercado.

A definição das cidades onde irão operar também ficará a critério das companhias. A única exceção, em caráter temporário, e somente para as novas freqüências adicionadas na negociação, é o Aeroporto Internacional de Guarulhos, até que sejam removidas as restrições operacionais atualmente vigentes naquele aeroporto, determinadas pelo CONAC (Conselho Nacional de Aviação Civil).

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