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| Compra a prazo é maioria no faturamento do mercado com cartão de crédito |
| Qua, 23 Jul, 16h57 |
De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (23) pelo Itaucard, no primeiro semestre de 2004, as compras parceladas correspondiam a 40,7% do faturamento do mercado de cartões de crédito, enquanto, no mesmo período deste ano, elas passaram a representar 50,1%.
Esta é a primeira vez, em um primeiro semestre, que as compras parceladas representaram mais da metade do faturamento da indústria, que deve ficar em torno de R$ 102,2 bilhões, o que significa que as compras a prazo renderam R$ 51,2 bilhões ao setor, ante R$ 51 bilhões das aquisições à vista.
Questionado sobre se essa elevação das compras a prazo é saudável, o diretor de Marketing de Cartões do Itaú, Fernando Chacon, respondeu que sim, uma vez que o consumidor brasileiro está "desenvolvendo o hábito de controlar o orçamento".
Com e sem juros
As compras parceladas sem juros, que já representavam a maioria há quatro anos, ainda ganharam mais participação no faturamento do setor de 2004 a 2008, quando analisados os primeiros semestres.
Nos seis primeiros meses de 2004, elas correspondiam a 37,8%, ante 2,9% das compras parceladas com juros, enquanto no mesmo período deste ano os percentuais foram de 48,9% e 1,2%, respectivamente, para parcelamento sem e com juros.
"A possibilidade de compra parcelada sem juros em até 12 meses permite que o brasileiro mantenha o padrão de consumo de bens de maior valor, contribuindo para manter o mercado e a produção aquecidos e mantendo suas contas pessoais equilibradas", afirmou Chacon.
Ainda de acordo com o diretor, o parcelamento sem juros no cartão de crédito é uma das principais formas de financiamento existentes no País.
Meio de pagamento
O uso do cartão de crédito avança no Brasil, principalmente porque ele ocupa espaço de outros meios de pagamento. Para se ter uma idéia, ao final de 2008, a quantidade de transações com cartão de crédito já será o dobro do número de cheques trocados.
Em 2005, o número de cheques compensados era de 2 bilhões, enquanto o de transações com cartões, de 1,7 bilhões. No ano seguinte, o plástico ultrapassou os talões e, para este ano, a estimativa é de que as compensações de cheques cheguem a 1,4 bilhão e as transações com cartões, a 2,9 bilhões.
"Quando olhamos para a evolução do cartão como meio de pagamento, um dos principais motivos para o ganho do mercado deve-se à substituição do uso do cheque pelos cartões de crédito", finaliza Chacon.
SÃO PAULO - As compras a prazo já correspondem à maior parcela do faturamento do mercado de cartão de crédito no primeiro semestre de 2008, o que só acontecia na segunda metade dos anos anteriores.
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