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| Andar de táxi ou manter um segundo carro, o que custa mais? |
| Ter, 22 Jul, 15h52 |
O estudo, ao considerar um carro no valor de R$ 40 mil, calcula que seu custo mensal supere os R$ 1.900. Por esse mesmo valor, ainda segundo o Cefipe, é possível andar de táxi, realizando o mesmo trajeto rodado pelo carro particular, economizando mais de R$ 900 por mês.
Cálculo equivocado
Segundo o centro de estudos, poucos percebem essa grande economia, pois a maioria das pessoas considera apenas o combustível, o seguro, a manutenção e os impostos no cálculo do custo do segundo carro próprio.
É necessário acrescentar à conta uma série de outros fatores, como a depreciação do automóvel e o que o proprietário ganharia se a mesma quantia estivesse investida no banco.
"Andar de táxi é mais seguro e barato do que ter que pagar IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), gasolina, seguro e outras despesas", afirma o presidente da Adetax (Associação das Empresas de Táxi de Frota do Município de São Paulo), Ricardo Auriemma.
Confira a tabela abaixo com os itens e seus respectivos gastos, no caso de um segundo carro e de um táxi:
SÃO PAULO - De acordo com levantamento do Cefipe (Centro de Estudos de Finanças Pessoais e Negócios), manter um segundo carro pode custar R$ 10 mil a mais por ano, em comparação com andar de táxi.
Quanto se gasta mensalmente para manter o segundo carro (em R$)
Segundo carro
de R$ 40 milTaxi
1. Depreciação
444
0
2. IPVA
134
0
3. Licenciamento
10
0
4. Multas
7
0
5. Seguro
200
0
6. Franquia
33
0
7A. Estacionamento mensal
80
0
7B. Estacionamento avulso
72
0
8. Zona azul
15
0
9. Combustível
480
0
10. Lavagem
30
0
11. Troca de óleo
20
0
12. Manutenção
111
0
13. Polimento
20
0
14. Perda da aplicação
260
0
15. Andar de táxi (mensal)
0
1.008
Total
R$ 1.916
R$ 1.008
Modelos compactos
Segundo a Molicar, é preciso ter cuidado com o cálculo, pois ele varia de acordo com o modelo do segundo veículo. No caso de automóveis de luxo, a comercialização é voltada ao status e design atualizado, tendendo de fato a uma depreciação considerável e a baixa procura pelos modelos usados.
Mas, em se tratando de veículos compactos, como os "populares" e as pickups de modelos leves, a depreciação não é grande, chegando no teto de 6% ao ano.
No primeiro caso, a grande ressalva refere-se à variação do mercado: se surgir um compacto mais barato, o preço do usado pode depreciar em níveis maiores. Em contrapartida, se o modelo aumentou de preço até o momento da venda, o usado acompanhará essa alta.
De qualquer forma, os "populares" tendem a atrair o interesse do mercado. Se for uma pickup, então, a venda é certa, pois há um grande interesse das transportadoras de pequeno e médio porte.
Seria recomendável a aquisição desses últimos modelos, de acordo com a Molicar, pois a utilização de táxis pode trazer problemas quanto à sua disponibilidade para corrida.
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