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Página principal  >  Finanças pessoais  > Devido à alta de juros, crédito crescerá em ritmo menor em 2008 Infomoney
Devido à alta de juros, crédito crescerá em ritmo menor em 2008
Seg, 30 Jun, 14h13

SÃO PAULO - O total de crédito disponível para o brasileiro irá crescer em ritmo menor ao longo de 2008, devido ao encarecimento dos empréstimos, promovido pela alta de juros.

De acordo com o Alerta Setorial da Tendências Consultoria, divulgado nesta segunda-feira (30), em decorrência do ciclo de aperto monetário, os saldos das operações às pessoas físicas tiveram crescimento real de 25,2% em maio, sobre o mesmo período de 2007. Em abril, a expansão em 12 meses havia sido de 27,7%. Os dados são do Banco Central.

A consultoria espera um acréscimo de 22,5% para o saldo total de crédito à pessoa física este ano. No total deste mercado (pessoa física, jurídica e crédito direcionado), a projeção é de fechamento do ano num total de R$ 1,180 trilhão, crescimento real de 19,5%. Com isso, o país fecharia o ano com a relação crédito/PIB (Produto Interno Bruto) em 40,2%.

Juros maiores não barram alta

Apesar de diminuírem o ritmo de crescimento da concessão de crédito, os juros maiores não barram o avanço dos saldos.

"Isso porque outros condicionantes de suma importância para este mercado, tais como prazos alongados, inadimplência relativamente controlada e condições favoráveis do mercado de trabalho (renda e número de ocupados) devem continuar presentes", diz o relatório divulgado pela consultoria.

A Tendências explica que os prazos maiores atenuam o encarecimento do empréstimo, mas que eles não devem ficar muito mais longos este ano, já que chegaram a um nível muito elevado.

Inadimplência requer atenção

Em relação à inadimplência, a consultoria explica que está em patamares moderados: de 7,3% em maio, para carteiras de pessoas físicas com atraso de mais de 90 dias.

Sobre este indicador, o alerta setorial mostra que, apesar de não haver descontrole, é possível que a inadimplência ganhe evidência. Porém, ainda é cedo para maiores preocupações. A previsão é de que este índice fique em 7,5% no fechamento do ano, para pessoas físicas.

O aumento no número de ocupados, bem como do rendimento real, tende a controlar a taxa de inadimplência. Este ano, em março, houve crescimento de 7% da massa de rendimentos.

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