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| Comentário da semana: piora externa ameniza euforia pós-grau de investimento |
| Sex, 9 Mai, 18h33 |
No plano interno, as expectativas acerca do que pode acarretar a nova classificação de risco do País fizeram setores como varejo e imobiliário dispararem na Bovespa, ao mesmo tempo em que a forte tendência de queda do dólar passou a ser questionada.
Isto porque, diante da enxurrada de investimentos que o rating brasileiro pode atrair, o mercado passou a considerar a possibilidade de que o governo venha a intervir na oferta de dólares.
De fato, o ministro da Fazenda Guido Mantega sinalizou a criação de um fundo soberano na ordem de US$ 20 bilhões, mas disse que enxugar a oferta de dólares será um efeito secundário. Assim, o saldo semanal do Ibovespa ficou próximo à estabilidade, o câmbio acumulou valorização, e o mercado futuro de juro fechou em forte avanço.
Plano externo
Os indicadores da economia norte-americana vieram divergentes, mas o que realmente preocupou foram mais notícias relacionadas à crise de crédito.
A seguradora AIG, que amargou um prejuízo bilionário no trimestre, anunciou a venda de US$ 12,5 bilhões em ações, na tentativa de conter o 'rombo'. O Citigroup apresentou proposta semelhante, que envolve montante superior, de US$ 400 bilhões. Na semana, o UBS e a Fannie Mae também reportaram prejuízos trimestrais.
Noticiário corporativo
No cenário corporativo doméstico, destaque para a Lojas Americanas que apurou lucro líquido 67,7% menor neste primeiro trimestre de 2008. Já a TIM Participações registrou um prejuízo de R$ 107,9 milhões no mesmo período.
Em sentido contrário, o Itaú alcançou um lucro consolidado de R$ 2,043 bilhões, avanço de 7,5% na comparação com o primeiro trimestre de 2007, e a CSN apurou lucro líquido de R$ 767 milhões, acima das médias das projeções dos analistas.
Inflação em foco
No plano doméstico, mais uma vez, os índices de preços vieram acima das expectativas para abril, o que alimentou temores de que o aperto monetário possa ser maior do que o previsto.
As variações
O Ibovespa acumulou ganho de 0,40%, aos 69.645,70 pontos. No mercado de câmbio, o dólar comercial subiu 2,18% na semana, a R$ 1,6860.
No mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2009, que vem apresentando maior liquidez, projetou taxa de 13,12% nesta sexta-feira, frente aos 12,8% do final da semana anterior. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 11,73%, em recuo frente à taxa registrada na sexta-feira anterior.
Agenda para a segunda semana de maio
Dentro da agenda da segunda semana de maio, os investidores olharão para os EUA atentos às vendas ao varejo e ao índice de preços ao consumidor. No cenário nacional, a ênfase fica para o IGP-10 de maio, medida de inflação acompanhada de perto pelo mercado.
SÃO PAULO - A primeira semana de maio sucedeu o anúncio de que o Brasil fora elevado a grau de investimento e apresentou algumas sessões de rali por conta da notícia. Contudo, a economia norte-americana demonstra ainda sinais de fragilidade e parte dos ganhos se apagaram por conta disso.
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