|
|
| Página principal > Finanças pessoais > |
|
| Governo estuda mudar recolhimento de IR em fundos de investimento |
| Qua, 7 Out, 14h20 |
SÃO PAULO - Para tornar os fundos de investimentos mais atrativos ao investidor, principalmente em tempos de Selic em mínima histórica, o Governo estuda mudanças nas regras de tributação da modalidade.
De acordo com o secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira, existe um grupo de trabalho que estuda as alterações, no entanto, de acordo com a assessoria de imprensa do órgão, "neste momento, não há espaço fiscal para qualquer mudança".
Proposta
Segundo informações de Oliveira, também confirmadas por meio da assessoria, as mudanças estudadas pelo Grupo de Trabalho de Mercado de Capitais se referem ao popularmente conhecido "come-cotas".
Atualmente, os fundos de investimentos sofrem o recolhimento do Imposto de Renda em dois momentos: no resgate e a cada seis meses, em maio e novembro, sobre os valores aplicados.
Uma possível mudança estudada pelo Grupo sugere que o IR seja recolhido apenas uma vez ao ano e não duas vezes, como acontece hoje. Segundo o secretário, o maior impacto da mudança seria no custo operacional, que, reduzido, permitiria aos bancos reduzir a taxa de administração que cobram dos investidores.
Proposta esquecida
Em maio deste ano, quando o Governo falou pela primeira vez da intenção de tributar os rendimentos das cadernetas de poupança com saldo acima de R$ 50 mil, foi apresentada uma proposta de reduzir as alíquotas do IR sobre fundos, também para evitar a migração dos investidores destas aplicações para a poupança.
A proposta, que propunha uma redução de alíquota de acordo com o movimento da Selic, foi descartada. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não havia mais necessidade de redução dos tributos cobrados nos fundos, porque o mercado ficou estável e a migração de investidores, que era esperada, não se consolidou.
Como funciona
A tributação nos fundos de investimentos é distinta, inicialmente, dependendo da natureza do fundo: previdência, ações e outros. Faz parte da categoria "outros" a maioria dos fundos, o que inclui desde os de renda fixa até os multimercados, que são fundos cuja parcela investida em ações não supera 49%.
22,5% para quem investir por até seis meses
20% para quem investir por mais de 6 meses.
22,5% de Imposto de Renda para aplicações de até 6 meses
20% de IR para aplicações entre 181 e 360 dias
17,5% de IR para aplicações entre 361 e 720 dias
15% de IR para as aplicações com prazo superior a 720 dias.
35% para investimentos por um prazo de até dois anos
30% para investimentos de mais de 2 anos e menos de 4 anos
25% para investimentos de mais de 4 anos e menos de 6 anos
20% para investimentos de mais de 6 anos e menos de 8 anos
15% para investimentos de mais de 8 anos e menos de 10 anos
10% para investimentos de mais de 10 anos.
Além do IR, ainda incide o IOF (Imposto Sobre Movimentação Financeira) e, nos fundos de renda fixa com liquidez diária, a incidência desde imposto é de acordo com uma tabela regressiva, até o 29º dia da aplicação, estando isentos a partir do 30º dia. O IOF incide sobre o ganho da aplicação.
| Cotação rápida - Procurar símbolo |
| Mais no Yahoo! Brasil |
| • Yahoo! Notícias • Yahoo! Tecnologia • Yahoo! Grupos • Yahoo! Mail • Yahoo! Cinema |
Copyright 2006 Yahoo! Brasil Finanças. Todos os direitos reservados. |
Cotações com defasagem, exceto onde indicado. Atraso de 15 minutos para NASDAQ e 20 minutos para NYSE e Amex. Veja também os atrasos para outros mercados. O índice S&P 500 foi fornecido por Comstock. As informações aqui divulgadas têm apenas propósitos informativos e não têm fins de negociação ou recomendação. Antes de iniciar uma transação, sugerimos que você consulte um assessor financeiro. Nem o Yahoo! nem os parceiros que fornecem conteúdo a esta página são responsáveis por erros, atrasos ou quaisquer decisões tomadas com base nos dados aqui obtidos. |