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| Com cadastro positivo, proporção crédito/PIB passará de 30% para 37% |
| Qua, 18 Jul, 13h51 |
SÃO PAULO - Com a aprovação do cadastro positivo, lista que conterá o nome de brasileiros considerados como "bom pagadores", a liberação de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) passará de 30,8% para 37%. A estimativa é da Tendências Consultoria, que previu ainda um barateamento dos juros a esse público e redução da inadimplência.
A proposta de criar uma relação com o nome dos consumidores que não atrasam contas, como forma de direcionar a cobrança de juros de acordo com a potencialidade de "calote" da pessoa, foi proposta no final do ano passado pelo governo federal, em pacote de medidas lançados para a redução do spread (diferença entre as taxas de captação e de empréstimo). Outras medidas já entraram em vigor, ao menos parcialmente, como é o caso da conta-salário.
Trâmite e devedores
Ocorre que a votação da medida ainda não foi feita pelo Congresso. No início deste ano, chegou-se a pensar na edição de uma medida provisória, como forma de acelerar o processo. Essa alternativa, contudo, foi deixada de lado pelo Ministério da Fazenda, pouco tempo depois.
De qualquer maneira, o texto da consultoria, assinado por Ana Carla Abrão e Denis Blum, lembra que consumidores considerados como devedores em potencial pagarão juros mais caros, condizentes com o risco que oferecem às empresas.
Juros x inadimplência
Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (18) pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) mostrou que a taxa de juros média geral para pessoa física ficou estável em 7,32% ao mês (133,44% ao ano) em junho de 2007.
Quanto à inadimplência, conforme o Banco Central, a média de contas atrasadas em mais de 90 dias estava em 5,1% do total em maio, proporção que, caso o cadastro seja aprovado, chegará a 4,2%, de acordo com a Tendências.
Spread
Por fim, a consultoria detalhou que apenas a lista de bons pagadores responderia por uma redução de 1 ponto percentual no spread bancário, que passaria em sua média de 27,5% para 26,5%.
O próprio Ministro da Fazenda, Guido Mantega, assumiu que e essa diferença de captação brasileira é uma das maiores do mundo.
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