SÃO PAULO - Pesquisadores esperam que daqui quatro anos os veículos elétricos (VEs) terão as mesmas características e preços dos carros populares, com a vantagem de não emitirem nenhum tipo de gás poluente.

Desenvolvido por Itaipu, em parceria com empresas brasileiras e estrangeiras, o Projeto Veículo Elétrico colocou o Brasil na vanguarda das pesquisas sobre carros elétricos, que já chegou ao estágio de construção de protótipos.

O primeiro veículo, encomendado pela Eletrobrás, todo montado no Brasil, será apresentado em julho, nos jogos Pan-Americanos, mas os testes com veículos elétricos (VEs) nas ruas do Rio de Janeiro já começaram.

Atrativos econômicos e não poluentes
Veículos elétricos resultam em melhor na qualidade de vida, por reduzir a emissão de CO2 na atmosfera, não há a combustão, e as baterias podem ser 100% recicladas.

Além disso, para o engenheiro Celso Novais, responsável pela coordenação do projeto, esses veículos serão atrativos e econômicos também para consumidores residenciais. Segundo Novais, quando comparados a motores movidos à combustão, os elétricos são de três a quatro vezes mais econômicos.

O MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) lembra que os países industrializados não precisam diminuir suas emissões de carbono na atmosfera desde que invistam em projetos ambientalmente limpos, como o dos VEs.

Metas
Novais declara que, em cinco anos, a meta é construir um veículo com custo similiar ao de um veículo popular de hoje, com autonomia de 450 km/h, velocidade máxima de 150 km/h e tempo de recarga das baterias de 20 minutos.

Além disso, o dono do carro carregaria o veículo com uma tomada igual a dos computadores ou de uma máquina de lavar roupas. Os VEs funcionam na tensão de 90 a 250 volts na frequência de 50Hz ou 60Hz.

O especialista disse que as baterias dos VEs poderiam ser programadas para serem carregadas fora do horário de pico, quando dispomos de energia em excesso.

O engenheiro de Itaipu explica que, se considerada a eficiência do motor dos veículos elétricos de cerca de 85%, teríamos maior disponibilidade de energia, o que, em tese, contribuiria para a redução do custo de energia.