SÃO PAULO - A reforma da casa é o principal sonho de consumo dos brasileiros que compõem as classes D e E, com rendimentos de até quatro salários mínimos, segundo pesquisa realizada pela empresa de estudos domiciliares da América Latina LatinPanel. Isso porque, do total de pessoas entrevistadas, 29% têm planos de arrumar o lar, caso melhore sua situação financeira em 2007.

Em seguida, a classe DE optaria por ir às compras (23%), sendo que desse montante 63% iriam adquirir a casa própria e 18%, móveis. Com o excedente da renda, 14% destas pessoas comprariam um automóvel ou roupas.

Outros itens
Os eletroeletrônicos atraem 33% dos consumidores das classes DE, caso tenham aumento nos rendimentos para 2007. O DVD é o campeão da lista de intenções de compra, seguido da TV, aparelho de som, fogão e geladeira.

Outro segmento que atrai o consumo por esta parcela da população é o de alimentos e mercearia (29%). Segundo a diretora comercial da empresa no Brasil, Margareth Utimura, no País há um grande espaço para a indústria de alimentos. "Este quesito básico da cesta de compras está longe de ser saciado".

Investimentos
As pessoas das classes D e E pretendem também, caso haja melhora da renda para o ano de 2007, investir em poupanças e aplicações financeiras (11%) e realizar o sonho da casa própria por meio da construção (10%).

Na intenção de gastos para o próximo, em terceiro lugar se encontra a quitação de dívidas, com 15% dos domicílios pesquisados.

Análise regional
As famílias das regiões Norte e Nordeste gastariam com automóveis (23%) e pagamento de dívidas (19%), caso houvesse incremento na renda. A compra de um carro também está na primeira posição no Centro-Oeste, com 23% das intenções, enquanto na segunda se encontra a construção (12%).

Já na região Sul, a compra de alimentos (35%) e a aplicação em poupanças (14%) são os destinos do dinheiro extra, caso aconteça aumento nos rendimentos. No sudeste, o destaque se dá para compra do imóvel no Rio de Janeiro (82%), de eletroeletrônicos em São Paulo (21%) e lazer e viagens em Minas Gerais e Espírito Santo (8%).