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| Consumidor: como agir diante das novas medidas para financiar casa própria |
| Qua, 13 Set, 18h14 |
SÃO PAULO - Na última terça-feira (12), o Governo anunciou medidas de redução do custo de crédito para aquisição da casa própria e estímulo à construção civil. Com base nas decisões, a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) divulgou, nesta quarta-feira (13), recomendações ao consumidor, bem como análise do pacote.
Redução: menor do que o esperado
Para a Anefac, a redução de custos de financiamentos ficou aquém do que se imaginava, já que não eliminou a TR, o que ocasionaria taxa de 10% em 10 anos, de 13% em 15 anos e de 18% em 20 anos. "Acreditamos que, em curto prazo, pouco mudará; entretanto, dada a competição que deverá ocorrer mais para frente, é possível que estas taxas possam cair para patamares sem inclusão de TR".
A Anefac destaca ainda que alguns bancos já estão oferecendo, nos financiamentos de imóveis, condições de taxas de juros fixas de 12% ao ano sem TR, para aqueles que pagam pontualmente suas prestações.
Tal medida, na visão da Anefac, dará maior visibilidade ao consumidor sobre seu endividamento.
Ainda de acordo com a associação, com as decisões tomadas pelo Governo, o consumidor poderá utilizar o salário como garantia de pagamento das parcelas de financiamento (crédito consignado), o que, a princípio, possibilita a cobrança de juros menores.
"Além da garantia do imóvel, o banco tem a garantia de salário e verbas rescisórias, o que reduz o risco da inadimplência. Entretanto, por se tratarem de financiamento de longo prazo, as instituições financeiras não necessariamente entenderão a mesma com risco menor, reduzindo os custos dos empréstimos", esclarece.
Financiamentos
A Anefac acredita que, com o tempo, as medidas provocarão uma maior competição entre os bancos, o que diminuirá os juros ao consumidor. Por isso, a dica da entidade para quem pretende ou pretendia adquirir um financiamento imobiliário é que espere um pouco mais.
Isso porque, ao adquirir um financiamento, a pessoa assume o custo combinado até o final do contrato. Caso a instituição financeira resolva reduzir este custo na semana seguinte à contratação, o cliente não é beneficiado pela medida.
A Anefac alerta ainda que, para as pessoas que estão pensando em financiar um imóvel agora, o mais importante é atentar ao sistema de amortização, o qual definirá como a dívida será paga. O ideal são os sistemas utilizados pela Caixa Econômica Federal (SACRE) e pelos bancos privados (SAC), que produzem ao longo do tempo um valor final melhor.
Redução de impostos
As pessoas que pretendem adquirir os produtos que tiveram redução dos impostos também devem aguardar. Isso porque as mercadorias com preço menor levam um tempo para chegar ao comércio.
De qualquer maneira, a dica dada pela Anefac para os consumidores é que pesquisem antes de adquirir os produtos, pois existe a possibilidade de encontrar reduções expressivas nos valores.
Salários e Prazos
Para quem quer usar os salários como garantia de empréstimo (crédito consignado), o melhor é ter certeza de que realmente haverá redução da taxa de juros.
Para saber se terá o benefício, pergunte à instituição financeira na hora de contratar o financiamento. Nesta situação, leve em consideração o caso de você sofrer uma redução na renda mensal, o que comprometerá o financiamento.
A Anefac lembra ainda que, com um prazo maior para pagamento do financiamento, o valor das parcelas caem, entretanto o custo final do empréstimo se torna maior.
Na ponta do lápis
Para ilustrar, confira o exemplo fornecido pela instituição: tendo como base um financiamento no valor de R$ 100 mil pelo prazo de dez anos, a prestação será de R$ 1.526,32 e o total a pagar de R$ 183.158,40.
Já assumindo um prazo maior, de quinze anos, a prestação diminui para R$ 1.302,31 (14,68% menor), porém com um custo total de R$ 234.415,80 (27,99% maior!).
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