SÃO PAULO - A taxa de juros cobrada pelos bancos nos empréstimos consignados atingiu 2,54% ao mês em julho, o que representa uma queda de 4 pontos-base em relação a junho (2,58%) e de 15 pontos-base frente a julho de 2005 (2,69%).

Vale lembrar que a taxa verificada no mês passado está abaixo do teto de 2,9% estipulado pelo Governo Federal para os juros desta modalidade de financiamento.

Os dados, divulgados nesta quarta-feira (23), baseiam-se no relatório de Política Monetária e Operações de Crédito do Banco Central, que também analisa a média da concessão diária de crédito em geral.

Taxas mais atrativas
Os empréstimos consignados são aqueles cujas parcelas são descontadas direto da folha de pagamento dos beneficiários. Por esta razão, o risco de inadimplência é bem menor, o que permite a cobrança de juros mais baixos em relação às demais taxas praticadas no mercado nas linhas de crédito pessoal tradicionais.

Essa afirmação fica evidente ao analisarmos os dados da tabela abaixo, que compara a taxa cobrada nas operações de crédito consignado com a taxa média cobrada nas demais operações de crédito pessoal.

Taxa (% ao mês) Julho 2005 Junho 2006 Julho 2006
Consignado 2,69% 2,58% 2,54%
Crédito pessoal (outros) 5,24% 4,93% 4,82%
Crédito pessoal (média) 4,49% 4,11% 3,98%
Fonte: Banco Central

Popularização comprovada
Em julho, o volume total de crédito consignado alcançou R$ 42,2 bilhões, o que representa um avanço de 52,4% frente ao mesmo período no ano passado. Com isso, a participação do crédito consignado no total de crédito pessoal subiu de 43,2% para 51,1% no período.

Além disso, a análise do relatório do Banco Central permite constatar que as linhas de crédito consignado têm impulsionado de maneira significativa a concessão de crédito pessoal e que são mais populares entre os funcionários públicos (87,11% do total concedido) do que entre os do setor privado.