SÃO PAULO - A criação de empréstimo consignado para a compra de imóveis, em análise no Ministério da Fazenda, já vem abrindo margem para sugestões.

A última foi do ministro das Cidades, Márcio Fortes, que defendeu a criação de duas modalidades. Em uma delas, as prestações seriam fixas, enquanto a outra teria como base a Taxa Referencial (TR), já adotada nos contratos habitacionais.

Legislação precisa mudar
Segundo o ministro, o governo está estudando a alteração da regra que determina que os financiamentos com desconto em folha tenham prestações fixas.

A proposta, a princípio, visa beneficiar os funcionários do setor público, desde que a renda destes não ultrapasse cinco salários mínimos. Todavia, sua extensão aos trabalhadores privados também será analisada.

"Esses trabalhadores têm uma garantia maior de estabilidade", analisa o ministro. "Isso possibilitaria taxas de juros menores, já que elas são determinadas pelo fator risco, que neste caso é próximo a zero".

Estabilidade de emprego
O que dificulta a extensão dessa modalidade de empréstimo para os empregados do setor privado, segundo o ministro, é que a estabilidade empregatícia é menor. "Mas é preciso considerar que as pessoas não ficam mudando de emprego a toda hora", concluiu Fortes.