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| Ano novo, casa nova: preço de reforma pode chegar a R$ 2.500 por metro quadrado |
| Qui, 5 Nov, 17h57 |
SÃO PAULO - Estamos há dois meses do fim do ano e, neste período, muita gente aproveita para dar uma renovada e começar o próximo ano de casa nova. Contudo, na ânsia de mudar, muitos acabam metendo os pés pelas mãos e gastando mais do que o necessário com a tão sonhada reforma.
Segundo o diretor da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), Iroshi Shimuta, dependendo do cômodo e do projeto imaginado pelo morador, os custos de uma reforma variam, em média, de R$ 2 mil a R$ 2.500 por metro quadrado.
Dessa forma, para que os gastos não sejam ainda maiores, calcular a quantidade certa de materiais e fazer um bom contrato com prestadores de serviços são as atitudes ideais.
Calculando
No caso de uma pintura, por exemplo, na hora de adquirir o produto, é preciso levar em consideração as classificações econômica, standard e premium, que indicam o rendimento mínimo que a tinta proporciona.
Além disso, conforme explica o coordenador de produtos da Tintas Futura, William Hammam, é interessante medir a área de cada parede do ambiente, o que pode ser feito multiplicando a altura da parede pelo comprimento da superfície que irá receber a tinta, sempre verificando o rendimento indicado na embalagem do produto escolhido.
"Como medidas de porta e janela não são subtraídas para o cálculo da área a ser pintada, já contamos com um percentual de sobra de tinta. Porém, se a superfície tiver portas e janelas muito grandes, deve-se então subtrair essas medidas (...). No caso de texturas, o desperdício é maior principalmente quando o efeito tem mais profundidade e relevo. Nesse caso, deve-se considerar grande desperdício de tinta, em média, de 20% a 30%", explica Hammam.
Outros materiais
De modo geral, especialistas indicam uma margem média de segurança de 10% ao fazer compras para a reforma, uma quantia que fará o material sobrar para garantir a continuidade da obra e para eventuais reparos. Porém, cada elemento tem uma taxa própria de desperdício e variantes:
Recomenda-se ainda um estoque em casa, para o caso de reparos futuros, em grande parte por problemas hidráulicos. Sem a reserva, será difícil encontrar a mesma peça, pois elas saem de linha rapidamente.
Pisos - na escolha do piso, tenha em mente que, quanto maior a peça, maior a perda, pois o material é cortado para seguir os desvios do chão, como uma linha diagonal.
Também é aconselhável um estoque de pelo menos uma caixa, para manutenção futura. O rodapé, por sua vez, se feito do mesmo material, terá de ser calculado à parte.
Cimento - ele possui uma vida útil curta, pois o pó começa a empedrar em cerca de 15 dias. Por isso, a dica é comprar os sacos a cada duas semanas e não armazenar, para não perder material.
Ainda com o objetivo de evitar dores de cabeça e gastos além do necessário, quem for deixar a casa de visual novo neste fim de ano deve elaborar um bom contrato na hora de contratar os profissionais.
Segundo o engenheiro civil da Daniel & Figueiredo Consultores Associados, Flávio Figueiredo, e o advogado e sócio da Berti e Rezende Advogados, Luiz Octávio Augusto Rezende, no documento, deve estar explicitada a finalidade do contrato, ou seja, se é para uma construção ou reforma, sendo que, neste último caso, se é para melhorar ou ampliar o imóvel.
Também é importante deixar claros a contratação de profissionais e o objeto desejado, bem como prazo determinado, forma de pagamento e o dever de obedecer à legislação pertinente.
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