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| Padrão de vida do brasileiro subiu em 2008, mas divisão social se manteve |
| Qua, 1 Jul, 14h07 |
SÃO PAULO - A distribuição da população brasileira entre as classes sociais se manteve praticamente estável entre 2007 e 2008, mas o padrão de vida da população aumentou, segundo revelou o Observador Brasil, estudo divulgado pela Cetelem nesta quarta-feira (1).
"Nota-se que existe uma estabilidade na pirâmide social", afirmou o vice-presidente da Cetelem, Marcos Etchegoyen. De acordo com os dados, o ano de 2008 foi marcado pela consolidação das mudanças ocorridas nos últimos anos, a exemplo do aumento da classe C, que ganhou 20 milhões de novos brasileiros em 2007. "O aumento da classe C foi uma conquista que hoje está sedimentada na sociedade brasileira", completou o vice-presidente.
A classe C passou de uma representatividade de 46% da população em 2007 para 45% em 2008. Já a classe A/B continuou com uma parcela de 15% da população, enquanto a classe D/E cresceu ligeiramente de 39% para 40%. Ao analisar o cenário global de crise, o estudo destacou que esses dados são positivos.
No ano passado, a classe A/B respondia por 29,3 milhões de brasileiros, ante 84,6 milhões na classe C e 75,8 milhões na classe D/E.
Renda
Apesar de pouca migração entre as classes sociais, os brasileiros melhoraram o padrão de vida em 2008, já que a renda média das famílias sofreu elevação.
Nas camadas D/E, a receita familiar avançou de R$ 580 para R$ 650, um crescimento de 12%. Nas classes A/B, o aumento foi de 16,5%, passando de R$ 2.217 para R$ 2.586. Na classe C, por sua vez, a renda familiar mensal subiu de R$ 1.062 para R$ 1.201, apresentando um incremento na ordem de 13%.
Com os dados, o estudo concluiu que toda a população está sendo beneficiada pelo bom momento da economia, ainda não afetada pela crise. O aumento da renda faz sobrar mais dinheiro ao final do mês, para o consumidor poupar ou guardar. Nas classes A/B, a renda disponível teve um aumento de 65%, em comparação a 2007.
A crise
De acordo com Etchegoyen, a crise não afetou a mobilidade social no Brasil, que se manteve estável mesmo em um cenário mais adverso. Como critério para encaixar uma pessoa em uma classe social, a pesquisa usa a posse de bens e escolaridade, e não faixa de renda.
A pesquisa foi feita com base em 1,5 mil entrevistas domiciliares, em 70 cidades de nove regiões metropolitanas. A apuração foi realizada entre os dias 16 e 29 de dezembro do ano passado. Está é a quarta de uma série de pesquisas realizadas no Brasil pela Cetelem.
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